quinta-feira, 23 de novembro de 2017

25 anos de "História dos Índios no Brasil”



11 de dezembro         

9h – ABERTURA DO EVENTO

09h15 – MESA 1 – Arqueologia
Mediador: Eduardo Natalino dos Santos 
The Worlds of the Indigenous: Past, Present and Future – Anna C. Roosevelt (University of Illinois at Chicago)
O passado não é mais como era antigamente: a história antiga do Brasil 25 anos depois de História dos índios no Brasil – Eduardo Neves (Universidade de São Paulo) 
A história de longa duração do Alto Xingu e a arqueologia do futuro – Michael Heckenberger (University of Florida)
Arqueologia e História dos Povos indígena no Brasil: um estudo sobre a mobilidade territorial dos Asurini do Xingu – Fabíola Andréa Silva (Universidade de São Paulo)
Sociedades complexas na Amazônia pré-colonial: novas abordagens – Denise Maria Cavalcante Gomes (Universidade Federal do Rio de Janeiro)                     

12h às 13h30 – ALMOÇO

13h30 – MESA 2 – Acervos, museus e coleções
Mediadora: Sylvia Caiuby                
Fontes da História indígena: coleções etnográficas – Lucia Hussak van Velthem (Museu Paraense Emílio Goeldi)
Coleções etnográficas: fontes documentais para a história das artes indígenas das Terras Baixas da América do Sul – Aristóteles Barcelos Neto (University of East Anglia)
Índios em Portugal: perspectivas a partir de exposições museológicas – Beatriz Gomes Rodrigues (Universidade de Lisboa)
Imagens Bororo: reencontro, sobrevivência e memória – Edgar Teodoro da Cunha (Universidade Estadual Paulista)
Arquivos do futuro: questões para a guarda de documentação recente relativa a povos indígenas – Luísa Valentini (Universidade de São Paulo)
A história dos índios fora do Brasil – Neil Safier (John Carter Brown Library)                                  

16h às 16h30 – INTERVALO

16h30 – MESA 3 – Memória e territorialidade
Mediador: Eduardo Góes Neves                  
Pajés e Pearas: a construção dos coletivos Mura na Amazônia – Marta Amoroso (Universidade de São Paulo)
História indígena no rio Uaupés: genealogias e transformações de seus povos e paisagens – Geraldo Andrello (Universidade Federal de São Carlos), Manuel Arroyo-Kalin (University College London) e Arlindo Maia Ye’pa Masa (Tukano)
Perspectivas indígenas sobre o contato e o isolamento no médio Purus (Amazonas) – Karen Shiratori (Universidade Federal do Rio de Janeiro)
Os povos Kagwahiva do sul do Amazonas: de multiplicidades a múltiplas unidades – Edmundo Antonio Peggion (Universidade Estadual Paulista/ Universidade Federal de São Carlos)   

12 de dezembro

8h30 – MESA 4 – Agência e perspectivas dos índios
Mediador: Renato Sztutman         
Reforma e revolução: repensando as maneiras indígenas de mudar o próprio mundo – Carlos Fausto (Universidade Federal do Rio de Janeiro)
Protagonismo indígena e revisões historiográficas: algumas reflexões – Maria Regina Celestino de Almeida (Universidade Federal Fluminense)
Como povoar a história de índios: reflexões a partir da leitura da autobiografia de Álvaro Tukano – Mariana da Costa A. Petroni (Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira)
O fim das guerras: a perspectiva xikrin sobre a pacificação e o contato – Clarice Cohn (Universidade Federal de São Carlos)
Sobre políticas indigenistas e políticas indígenas: propostas analíticas – Fernanda Sposito (Universidade Federal de São Paulo)     

10h30 – MESA 5 – Trabalho dos índios 
Mediador: Fabíola Andrea Silva  
Escravidão e outras modalidades do trabalho indígena em São Paulo colonial: considerações e revisão historiográfica – Gustavo Velloso (Universidade de São Paulo)
O trabalho indígena no Brasil durante a primeira metade do século XIX: novas perspectivas de pesquisa – André Roberto de A. Machado (Universidade Federal de São Paulo)
A persistência do aviamento: colonialismo e história indígena no Noroeste Amazônico – Márcio Meira (Museu Paraense Emilio Goeldi)
Trabalho e agência indígena na história colonial: um balanço historiográfico – Camila Loureiro Dias (Universidade Estadual de Campinas)                        

12h às 13h30 – ALMOÇO

13h30 – MESA 6 – Saberes indígenas
Mediador: Pedro Cesarino             
Línguas retomadas – Bruna Franchetto (Universidade Federal do Rio de Janeiro)
Cultura e memória: a comunicação indígena contemporânea em perspectiva – Eliete Pereira (Universidade de São Paulo)
O protagonismo indígena no contexto dos saberes tradicionais e acadêmicos: a construção da história indígena em Roraima – Laiana Pereira dos Santos (Universidade Federal de Roraima)
Os donos das narrativas: narradores e produtores indígenas de livros no alto Rio Negro – Samir R. F. de Angelo (Universidade de São Paulo)
As cartas potiguaras revisitadas – Ruth Monserrat (Universidade Federal do Rio de Janeiro), Bartira Barbosa (Universidade Federal de Pernambuco) e Cândida Barros (Museu Paraense Emilio Goeldi).

16h-16h30 – INTERVALO

16h30 – MESA 7 – Ensino de história indígena
Mediadora: Camila Loureiro Dias
História indígena na escola regular – Antonia Terra de Calazans Fernandes (Universidade de São Paulo)
O ensino de história indígena nas escolas não indígenas antes e após a lei n.11.645/2008– Circe Fernandes Bittencourt (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo)
Falar bem dos astecas, maias e incas é falar mal dos outros índios? – Eduardo Natalino dos Santos (Universidade de São Paulo)       

13 de dezembro         

09h – MESA 8 – História, memória e identidade   
Mediador: José Maurício Arruti    
Memória, identidade e língua geral da Amazônia (Nheengatú) – Sâmela Ramos da Silva (Universidade Federal do Amapá)
Notas sobre uma teoria kaiowá acerca das transformações dos brancos e suas relações – Diógenes Cariaga (Universidade Federal de Santa Catarina)
Tecendo a memória ancestral na perspectiva indígena – Márcia Mura (Universidade de São Paulo) História indígena no Baixo Tapajós e Arapiuns revisitada – Leandro Mahalem de Lima (Universidade de São Paulo)
Dos modos de construção da história e do evento entre os Paiter Suruí – Nicodème de Renesse (Universidade de São Paulo)
A história antropológica do oeste do Pará: terras e rios entre índios, indígenas e ribeirinhos – Mark Harris (University of St Andrews)                 

12h – 13h30 – ALMOÇO

13h30 – MESA 9 – Novas fontes
Mediadora: Beatriz Perrone-Moisés           
Quando falam os índios: novas fontes para o estudo dos povos indígenas no Brasil – Patrícia Sampaio (Universidade Federal do Amazonas) 
Acervos e memória xetá: “como a gente vivia” – Edilene Coffaci e Rafael Pacheco (Universidade Federal do Paraná)
A imbricação entre etnologia e história no estudo das fontes: o caso exemplar do Relatório Figueiredo – Izabel Missagia de Mattos (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro)                 

15h-15h30 – INTERVALO

15h30 – MESA 10 – Relações com o Estado
Mediador: Stelio Marras 
Povos indígenas e poder judiciário: uma reflexão a partir do caso da Terra Indígena Maró – Ib Sales Tapajós (Universidade Federal do Oeste do Pará)
História e direitos territoriais indígenas em Roraima: um balanço – Nádia Farage (Universidade Estadual de Campinas) e Paulo Santilli (Universidade Estadual Paulista)
Do “Brasil: outros 500” aos tempos sombrios do Brasil: terra, justiça e reconhecimento histórico dos índios e povos indígenas – Vânia Maria Losada Moreira (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro)
O Estado Militar e as populações indígenas – Rochelle Foltram (Universidade Federal dos Vale do Jequitinhonha e Mucuri)                 

17h – MESA DE ENCERRAMENTO 
Mediadora: Marta Amoroso
Manuela Carneiro da Cunha (USP/Un. Chicago), 
Ailton Krenak (Núcleo de Cultura Indígena)
Joziléia Kaingang (Universidade Federal de Santa Catarina) 

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

CONFIGURAÇÕES HISTÓRICAS DE UM CONFLITO – os pankararu e os posseiros



Colaboração ao Observatório Socioambiental
Página de apoio aos povos indígenas, comunidades tradicionais em situação de vulnerabilidade por conflitos territoriais e que sofrem racismo socioambiental

"Nos embates públicos que marcam a disputa em torno das terras Pankararu, é comum que os “posseiros” (ocupantes não indígenas) mobilizem constantemente dois tipos de argumentos contra as reivindicações territoriais pankararu e em favor de sua própria permanência nas terras já demarcadas como indígenas. De um lado, argumentam que não haveriam distinções significativas entre famílias indígenas e não indígenas, tanto do ponto de vista material, quanto do ponto de vista social, reivindicando em favor disso os constantes casamentos entre os dois grupos, quase sempre de um jovem posseiro com uma jovem indígena. Neste caso, a distinção entre índios e não-índios seria uma "invenção" da Funai. De outro lado, colocam-se na posição de grupo ameaçado de expropriação de posses ancestrais, sem garantia de reassentamento, de forma que a sua luta seria apenas mais um capítulo da luta pela terra no Brasil. Este texto não tem a intenção de responder tais argumentos, tarefa que cabe legitimamente aos próprios pankararu, mas tecer comentários sobre eles, tomando por base uma breve reconstituição das diferentes configurações histórico-discursivas deste conflito..."

Leia na íntegra o artigo especial:http://bit.ly/2zlCGmA

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

IX Seminário de Demografia dos Povos Indígenas no Brasil

GT Demografia dos Povos Indígenas no Brasil
2017-10-03 - 2017-10-05
Cedeplar/UFMG, Auditório 2 - Universidade Federal de Minas Gerais - Belo Horizonte



O seminário Demografia dos Povos Indígenas no Brasil, que estará em sua nona edição neste ano, é, juntamente com o Encontro Nacional de Estudos Populacionais, o principal evento científico nacional dedicado ao tema da Demografia dos Povos Indígenas. Reúne pesquisadores, representantes indígenas e demais interessados na temática em três dias de apresentações no formato de mesas redondas e sessões temáticas. Com foco tanto em investigações realizadas em comunidades específicas, como naquelas realizadas a partir de bases secundárias (incluindo dados censitários e sistemas nacionais de informação), o intuito é aprofundar e sistematizar o conhecimento e as reflexões sobre dinâmica demográfica dos povos indígenas do Brasil. Além disso, busca promover debates entorno da demografia indígena nos seus diversos campos de conhecimento, estreitando laços entre a demografia, a antropologia e a sociologia. Outro foco importante do evento são das análises dos resultados dos últimos censos demográficos do País, com destaque para o tema da visibilidade dos povos indígenas nas estatísticas nacionais.



03 de outubro 

13:30-13:45 

Sessão de abertura 

  • Ricardo Ojima (ABEP), 
  • Marta Azevedo (UNICAMP), 
  • Cláudio Santiago (UFMG), 
  • Laura Wong (UFMG) 

13:45-14:45 

Conferência de abertura - Quinze anos da criação do GT de Demografia dos Povos Indígenas da ABEP: memórias afetivo-acadêmicas 

  • Marta Azevedo (UNICAMP) 

15:00-17:00 

Mesa redonda 1: Territórios, etnias e línguas indígenas: diálogos entre o campo e as bases demográficas 

Coordenadora/debatedora: Marta Antunes (IBGE), 
  • Elizabeth Pissolato (UFJF), 
  • Rogerio Do Pateo (UFMG), 
  • Alessandra Traldi (UNICAMP)
  • Gerson Marinho (UFRJ), 
  • Ricardo Ventura (FIOCRUZ e UFRJ) 

17:00-18:00 

Comunicações breves: análises em brotamento 

Coordenador/debatedor: Claudio Santiago (UFMG) 
Barbara Cunha (FIOCRUZ), Renata Mota (FIOCRUZ), Ludmila Raupp (PUC/RJ) e Rosa Victoria Salinas (UFMG) 

04 de outubro 

09:00-11:00 

Mesa redonda 2: Perspectivas e perfis demográficos sobre a população indígena 

Coordenador/debatedor: Pery Teixeira (MS) 
  • Marden Campos (UFMG) 
  • Laura Wong (UFMG) 
  • Bernardo Lanza (UFMG) 
  • Leandro Okamoto (IBGE) 

11:15-12:15

Palestra 1: O urbano dos indígenas 

Coordenador: Marden Campos (UFMG) 
  • Roberto Monte-Mor (UFMG) 

14:00-16:00 

Mesa redonda 3: Indígenas em contextos urbanos 

Coordenador/debatedor: Ricardo Ojima (UFRN) 
  • Diego Macedo (UFMG) 
  • José Maurício Arruti (UNICAMP)
  • Clarice Pankararu (Liderança Indígena) 

16:30-17:30 

Comunicações breves: análises em brotamento 

Coordenadora/debatedora: Luciene Longo (IBGE) 
Flávia Lacerda/Nubia Lorenzoni (UFMG), Vanessa Ferreira (UFMG), Caio Bibiani (UFMG) e Bruna Barradas/Italo Matos (UFMG) 

05 de outubro

09:00-10:15 

Palestra 3: Escolarização entre os povos Indígenas no Brasil: desafios para categorização e mensuração 

Coordenadora/debatedora: Marta Azevedo (UNICAMP) 
  • Ana Maria Gomes (UFMG) 

10:30-12:30 

Mesa redonda 4: Cenários para captação de dados para populações tradicionais no Censo 2020 

Coordenador/debatedor: Ricardo Ventura Santos (FIOCRUZ e UFRJ) 

  • Gustavo Junger da Silva (IBGE) 
  • Marta Antunes (IBGE) 
  • Fernando Damasco (IBGE)

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Visita a UFOPA

Entre os dias 18 e 25 tive a oportunidade de conhecer a UFOPA - Universidade Federal do Oeste do Pará e uma parte das pesquisas desenvolvidas no ICS - Instituto de Ciências da Sociedade e no ICED - Instituto das Ciências da Educação.
Também tive a oportunidade de conhecer a sua bem sucedida iniciativa de Processo Seletivo Especial Indígena e Quilombola, e conversei com alguns desses estudantes. Desta iniciativa resulta a UFOPA ser hoje a universidade mais diversa do país, com 350 estudantes indígenas e 150 estudantes quilombolas.
Agradeço a oportunidade à Judith Costa Vieira, Luciana Gonçalves de Carvalho, Florêncio de Almeida Vaz Filho, Gilberto Cesar Lopes Rodrigues e Nirson Medeiros Silva Neto








quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Dossiê Educação em Quilombos

Revista da FAEEBA. Educação e Contemporaneidade v. 26, n. 49 (2017)

Enquanto fechamos a organização deste volume da Revista da FAEEBA – Educação e Contemporaneidade e preparamos o seu texto de apresentação, entramos em mais um momento crítico do processo de reconhecimento dos direitos quilombolas. Estamos mais uma vez à espera de uma decisão do Supremo Tribunal Federal com relação à constitucionalidade do decreto presidencial nº 4.887, de 2003, que regulamenta o artigo constitucional 68 (ADCT), de 1988, por meio do qual, pela primeira vez, o Estado brasileiro reconheceu a existência de comunidades remanescentes de quilombos e lhes atribuiu direitos territoriais.
O momento político, marcado por retrocessos de toda ordem, atinge diretamente os movimentos camponeses e sem terra, os povos tradicionais, indígenas e quilombolas, fundamentalmente em razão destes figurarem como obstáculos à completa mercantilização da terra, ao avanço sem limites da monocultura, à ruptura definitiva com a ética de equilíbrio e respeito à natureza. Não é fruto de pura coincidência que tais razões materiais estejam vinculadas à luta política e simbólica em torno da educação, na qual um movimento autodesignado Escola Sem Partido propõe, basicamente, projetar sobre o campo educacional a mesma lógica mercantilista, monocultora e de ruptura ética.
A diversidade é um obstáculo à lógica de produção em série de corpos e mentes exigida por essa espécie brutal de capitalismo, que tomou conta da nossa economia e política.
Em uma reunião dos maiores expoentes do agronegócio no país, realizada em dezembro de 2013, por exemplo, um dos presentes bradava que a propriedade é o nosso direito mais sagrado, enquanto outro “acusava” um dos ministros do governo à época de receber em seu gabinete “tudo de ruim”, como indígenas, quilombolas, gays e lésbicas. Menos de quatro anos depois, eles estão no poder, promovendo todo tipo de ataques à Constituição Cidadã, como ficou conhecido o texto constitucional de 1988.
O tema deste número 49, dossiê Educação em Quilombos, tem seus fundamentos nos citados decreto e artigo constitucional, completados no campo educacional pela Resolução CNE/CEB nº 8, de 2012, que definiu as Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Escolar Quilombola. A partir deste documento, que resultou de um amplo processo de consulta a comunidades quilombolas de todo o país, o sistema educacional nacional reconheceu a necessidade e se abriu à possibilidade de rever currículos, materiais didáticos, processos de formação de professores, assim como de organização e gestão das escolas que atendem comunidades quilombolas, tendo em vista o respeito aos seus valores sociais, culturais e históricos.
Quais as razões dessas propostas? Como esse processo ocorreu nos planos regional e local? Ele está enraizado o suficiente para enfrentar os desafios dessa conjuntura? Está na hora de realizarmos balanços e revisarmos processos. Está na hora de olhar para os acúmulos realizados em busca de apoio à reflexão e à ação. Este volume procurar ser uma contribuição nesta direção. [...]
Trecho da Apresentação dos organizadores:
Marcos Messeder e José Maurício Arruti

Artigos Temáticos

José Maurício Arruti
Suely Noronha de Oliveira
Luclécia C. M. Silva, Moisés Felix de Carvalho Neto, Adriana Fernanda Busso
Lisângela Kati do Nascimento
Kalyla Maroun, Edileia Carvalho
Dinalva de Jesus Santana Macêdo, Marcos Luciano Lopes Messeder, Delcele Mascarenhas Queiroz
Agda Marina Ferreira Moreira, José Eustáquio de Brito
Iris Verena Oliveira